Cenário Econômico Semanal - 05 a 09/Dezembro/2011
Bolsas fecham em leve alta motivadas pela Europa
A semana foi marcada pela volatilidade nos mercados financeiros de todo o mundo, com as atenções voltadas para a reunião dos líderes europeus em busca de uma solução para a crise do euro e para evitar um colapso no bloco econômico.
Logo na abertura do perídio, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel anunciaram que chegara a um acordo para definir as novas diretrizes que serão exigidas para os países que fazem parte da zona do euro e da União Europeia. A notícia animou os mercados.
Só que os ânimos foram esfriados com os rumores que a agência de classificação de risco S&P poderia rebaixar o rating de 15 países do continente, além da zona do euro. Entre os atingidos estariam também os únicos países que ainda possuem o rating AAA.
Na sexta-feira de madrugada, Sarkozy anunciou que os países chegaram a um acordo de novas regras para União Europeia, com regras mais rígidas para o sistema financeiro. O único país que rejeitou a proposta e se recusou a aceitar foi o Reino Unido.
Cenário Externo
Já os pedidos às fábricas dos EUA recuaram em outubro 0,4%, após registraram ganhos de 0,3% em setembro. O resultado foi anunciado pelo Departamento de Comércio do país.
Na quinta-feira, os novos pedidos de auxílio-desemprego recuaram em 23 mil na semana passada, para total de 381 mil, informou o Departamento de Trabalho do país. O resultado representa o menor nível de solicitações desde fevereiro, e veio abaixo do esperado, de 395 mil.
Enquanto isso, os estoques do atacado cresceram 1,6% em outubro, informou o Departamento de Comércio americano. Em setembro, o indicador havia registrado queda de 0,1%. O resultado ficou acima da expectativa do mercado, de 0,4%
Finalmente, na sexta-feira, o déficit comercial norte-americano registrou em outubro queda para US$ 43,5 bilhões, informou nesta o Departamento de Trabalho do país. O resultado ficou perto do esperado, de US$ 43,4 bilhões. Em setembro, o saldo negativo foi revisado para cima, em US$ 44,2 bilhões, contra estimativa anterior de US$ 43,1 bilhões.
Já o índice de confiança do consumidor, levantamento em pareceria da Universidade de Michigan e da Reuters, registrou na primeira medição de dezembro 67,7 pontos. O resultado é o maior desde junho e surpreendeu o mercado, já que a aposta era de 66 pontos. No fechamento de novembro, o indicador registrou 64,1 pontos.
Com os acontecimentos da Europa e da agenda, o Dow Jones acumulou ganhos de 1,4% aos 12.184 pontos, enquanto S&P 500 somou alta de 0,9% aos 1.255,18.
Confira os gráficos:
Cenário Interno
A estimativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia - Produto Interno Bruto (PIB) - foi ajustada de 3,1% para 3,09%, para este ano, e de 3,46% para 3,48%, em 2012. Essas projeções estão no boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.
Nos dois primeiros dias úteis de dezembro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 319 milhões, com as exportações em US$ 1,78 bilhão e as importações em US$ 1,46 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou estável no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 2,1%. A expansão acumulada no ano chega a 3,2%. Já no acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 3,7%. A informação foi divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma inflação de 0,43% em novembro deste ano, 0,03 ponto percentual acima da taxa observada em outubro (0,4%). As taxas acumuladas no ano e em 12 meses são 5,17% e 5,56%, respectivamente, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve variação de 0,85% em outubro, resultado inferior à taxa observada em setembro (1,23%). Ao comparar o mês atual contra o mesmo mês do ano anterior (acumulado em 12 meses), os preços variaram 4,77% em outubro e 4,91% em setembro. Já a variação acumulada em 2011 foi de 2,86% em outubro e 1,99% em setembro.
Entre setembro e outubro deste ano, os índices regionais da produção industrial mostraram taxas negativas em sete dos 14 locais pesquisados, na série ajustada sazonalmente. Goiás, com queda de 8,0%, Santa Catarina (-3,4%) e São Paulo (-2,6%) apontaram os recuos mais acentuados, com o primeiro eliminando a expansão de 8,0% assinalada no mês anterior, o segundo acelerando o ritmo de queda observado no mês anterior (-1,0%), e o terceiro acumulando perda de 7,6% nos últimos dois meses de recuo na produção.
O IPC-S de 07 de dezembro de 2011 registrou variação de 0,63%, taxa 0,10 ponto percentual (p.p.) acima da apurada na última semana. Este foi o maior resultado desde a segunda semana de setembro de 2011, quando o indicador registrou alta de 0,69%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,52% em novembro, situando-se acima dos 0,43% de outubro em 0,09 ponto percentual. Com este resultado, o acumulado no ano ficou em 5,97%, pouco acima da taxa de 5,25% relativa a igual período de 2010. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 6,64%, recuando em relação aos 6,97% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2010 a taxa havia ficado em 0,83%.
As projeções de inflação no cenário de referência e no de mercado diminuíram e estão ao redor do valor central da meta em 2012. A avaliação está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada hoje (8). Na reunião, o comitê decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 11% ao ano. A taxa é usada como instrumento para controlar a inflação no país.
A inflação na cidade de São Paulo iniciou dezembro em ritmo menos intenso. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), atingiu 0,49%, na primeira prévia do mês ante 0,60%, no encerramento de novembro. Todos os sete grupos pesquisados apresentaram variações positivas, mas com taxas inferiores às registradas na apuração anterior.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,04%, no primeiro decêndio do mês de dezembro. Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,37%. O primeiro decêndio do IGP-M de dezembro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de novembro.
Desta forma, os ganhos na semana do Ibovespa foram moderados, acumulando valorização de 0,6% aos 58.236 pontos.
Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Educação Financeira com disciplina e inteligência.