São Paulo, 22 de agosto de 2012 - O ritmo de crescimento da economia dos
Estados Unidos sofreu uma desaceleração nos últimos meses, pressionada por
uma redução considerável nos gastos dos consumidores, levando os economistas
e os membros do conselho do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) a revisarem em baixa as projeções para a expansão do Produto
Interno Bruto (PIB) no curto prazo.
Segundo a ata da reunião de política monetária mais recente do Fed,
ocorrida entre os dias 31 de julho e 1 de agosto, os membros da instituição
apontaram um enfraquecimento na atividade industrial e um nível baixo de
inflação. Também foram mencionadas melhoras modestas no quadro de emprego e
no mercado de imóveis residenciais, mas em relação a uma base de comparação
fraca.
Diante disso, a maioria dos participantes do Comitê Federal de Mercado
Aberto (Fomc, na sigla em inglês) "concordou que o crescimento da economia
deve permanecer moderado nos próximos trimestre" e diminuiu as projeções de
crescimento no curto prazo, diz a ata.
Os membros do Fed acreditam que as tensões no sistema bancário da zona do
euro e a perspectiva fiscal dos Estados Unidos estão impedindo um aumento no
consumo e nos gastos das empresas e, de acordo com o documento, ressaltam que
esses problemas podem afetar o crescimento norte-americano.
Os membros do Fomc afirmaram durante o encontro que a taxa de deemprego
diminuirá lentamente a um nível que consideram aceitável e que as
expectativas em relação à inflação seguem praticamente estáveis, em linha
com a meta anual de 2% defendida pelo Fed.
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