sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PERSPECTIVA: Merkel e dados de atividade no Brasil animam investidores


   São Paulo, 17 de agosto de 2012 - A sinalização da chanceler da Alemanha
Angela Merkel de que o país vai apoiar a compra de títulos de dívida de

economias em crise na zona do euro aumentou a confiança dos investidores ontem
e deve continuar diminuindo a aversão ao risco hoje. Além disso, a alta do
Indice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central (BC), deve ajudar a
manter o movimento positivo da bolsa brasileira. Para o economista-chefe da
Capital Market, Darwin Dib, "pela primeira vez a Merkel foi clara em defender a
monetização de parte na dívida da Itália e Espanha e apontar quais devem
ser as próximas ações do BCE [Banco Central Europeu]".

   No mercado futuro, o contrato do Ibovespa, com vencimento em outubro, chegou
a apontar abertura em queda, mas há pouco, operava com leve alta de 0,02%, aos
60.105 pontos. Para Dib, a série de indicadores positivos da economia
brasileira e os recentes incentivos do governo devem manter o clima de otimismo
no mercado interno.

   A Merkel defendeu, ontem no Canadá, declaração feita pelo presidente do
Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, no mês passado, quando ele disse que
faria tudo que fosse possível para proteger a eurozona. Segundo Merkel, é
necessário maior progresso no combate à crise da eurozona e acrescentou que as
medidas anunciadas recentemente com a finalidade de aproximar ainda mais os
países da região são positivas.

   No Brasil, a atividade econômica do País, medida pelo IBC-Br, do BC,
registrou alta de 1,54% em junho na comparação com o mesmo mês do ano
passado, alcançando 141,79 pontos, já descontando efeitos sazonais. O dado
divulgado pelo BC encena uma recuperação da atividade em relação ao apurado
em maio, na mesma comparação, da atividade econômica do País. Na
divulgação anterior do indicador, o IBC-Br havia registrado alta de 0,18% ante
 maio de 2011.

   Entre os dados importantes nos Estados Unidos está o índice de confiança
do consumidor de agosto divulgado pela Universidade de Michigan e a Thomson
Reuters, às 10h55. Em julho, o índice caiu para 72,3 pontos. Analistas esperam
queda para 72,2 pontos. O Conference Board informa, às 11h, o índice de
indicadores antecedentes de julho. Em junho, houve queda de 0,3%. A expectativa
do mercado é de alta de 0,2%. Para Dib, os investidores esperam melhoras nos
dados.


    Mercados Internacionais

   Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em direções opostas
nesta manhã. O S&P 500, com vencimento em setembro, recuava 0,10%, aos
1.411,60 pontos, o Nasdaq 100, com vencimento também para setembro, operava em
alta de 0,12%, aos 2.767,00 pontos, e o Dow Jones, com vencimento para o mesmo
mês tinha leve queda de 0,03%, aos 13.220,00 pontos.

   Na Europa, as principais bolsas operam em campo positivo. O CAC-40, de
Paris, tinha leve alta de 0,10%, aos 3.483,83 pontos, e o DAX, de Frankfurt,
apresentava leve ganho de 0,35%, aos 7.020,64 pontos. O FTSE 100, principal
índice da bolsa de Londres, tinha leve alta 0,12%, aos 5.841,21 pontos.

   No Japão, o índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, fechou em alta de
0,77%, aos 9.162,50 pontos, acumulando ganhos de 3,05% ao longo da semana. Na
China, o Hang Seng subiu 0,77%, aos 20.116,07 pontos, enquanto o Xangai Composto
avançou 0,13%, para 2.114,89 pontos. Na semana, os índices perderam 0,09% e
2,48%, respectivamente. Na Coreia do Sul, o índice Kospi, da bolsa de Seul,
caiu 0,58%, aos 1.946,54 pontos, permanecendo praticamente estável na semana.


    Petróleo

   Entre os contratos de petróleo, o WTI, com vencimento para setembro,
negociado em Nova York, operava em queda de 0,12%, a R$ 95,48, o barril. Em
Londres, o Brent para outubro, recuava 1,11%, a US$ 113,98.


    Câmbio

   O dólar comercial operava em leve queda de 0,04%, a R$ 2,018. O contrato
futuro, com vencimento em setembro, permanecia estável a R$ 2.023,5.    


    Juros

   Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram o pregão na
BM&FBovespa sem direção definida. O contrato mais líquido era o com
vencimento em janeiro de 2014, a taxa de juros passava de 7,88% para 7,79%.


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