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| Petrobrás S/A. |
"Valor Econômico". Procurada pela publicação, a estatal não quis comentar o caso.
Seis meses após o lançamento da pedra fundamental, que aconteceu em 2007, o presidente venezuelano Hugo Chávez viajou a Pernambuco e visitou o canteiro, mas não assinou o acordo de acionistas da refinaria. Chavéz e, até então presidente do País, Luiz Inácio Lula da Silva, firmaram só um acordo de associação, pelo qual a Petrobras teria 60% da refinaria e a PDVSA, 40%.
O investimento previsto para o projeto era de US$ 2,5 bilhões, com inauguração esperada para 2010, mas quando as obras tiveram início, o valor do empreendimento já girava em torno de US$ 4,5 bilhões. Desde então, a refinaria enfrentou uma série de contratempo, como greves, aditivos contratuais, falta de garantias econômicas por parte da PDVSA e indicações de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União. Números mais recentes informados pela Petrobras apontam para um custo superior a US$ 17 bilhões e quatro anos de atrasos. A estimativa é de que a primeira fase do refino entre em operação em novembro de 2014.
A oficialização do divórcio com a PDVSA deverá representar ainda mais custos ao projeto, que já foi classificado pela atual presidente da Petrobras, Graça Foster, como exemplo a não ser seguido. Em abril, o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, disse que, confirmada a desistência do parceiro, a adaptação necessária custaria em torno de 5% do total do projeto. Pelos valores atuais, US$ 850 milhões.

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