São Paulo, 23 de outubro de 2013 - Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, opera em queda, revertendo a tendência de alta que vinha apresentando em outubro. A desvalorização reflete o aumento da preocupação de investidores nacionais e estrangeiros com o crescimento chinês, após o
anúncio de elevação dos juros interbancários na maior economia da ásia. O estrategista da Futura, Luis Gustavo Pereira, acredita que, em um dia sem divulgação de dados macroeconômicos relevantes, esse dado da China, em geral pouco observado pelo mercado, ganha maior amplitude e deve fazer o Ibovespa terminar o pregão no campo negativo.
Ontem, a Shibor - taxa de juro interbancário chinês - subiu 73 pontos-base para empréstimos. Essa alta sugere falta de liquidez no setor financeiro chinês e maior percepção de risco futuro por parte dos bancos que atuam no país.
Há pouco, o Ibovespa recuava 1,11%, a 55.832,54 pontos. No mercado futuro, o contrato com vencimento em dezembro, tinha queda de 1,43%, a 55.100 pontos. O volume da bolsa brasileira era de R$ 2,690 bilhões. "Os últimos dados da economia chinesa tem vindo positivos, apontando um ritmo estável de crescimento. A oscilação dos juros chama atenção, mas um viés mais negativo
com a China só deve se concretizar se os dados de indústrias, que saem hoje à noite, vierem abaixo das expectativas", diz Pereira. "O que temos por enquanto é um movimento de realização de lucro [venda de ações para ganhar com a alta dos papéis], um movimento de mercado, que reage a ausência de fatos
positivos e a cautela estimulada pelos dados chineses", explica.
Para o estrategista da Futura, a queda da bolsa pode se intensificar caso haja uma aceleração na desvalorização da OGX (OGXP3; -4,65%, a R$ 0,41) por conta da falta de novidades sobre a reestruturação da empresa. Por outro lado, um anúncio de aumento no preço dos combustíveis pode acelerar a alta das ações da Petrobras (PETR4; 0,48%, a R$ 18,64). "[O ministro da Fazenda,
Guido] Mantega está reunido com a Graça Foster [presidente da Petrobras] hoje. Acho difícil que seja anunciado algo, mas o mercado vai ficar de olho", diz Pereira.
Entre as ações mais negociadas, as da Vale (VALE5) recuavam 1,31%, a R$ 32,37, com giro de R$ 205,746 milhões, o maior da bolsa brasileira. O papel, bem como seus pares internacionais, são pressionado pela expectativa de anúncio de medidas de aperto econômico no mercado imobiliário.
anúncio de elevação dos juros interbancários na maior economia da ásia. O estrategista da Futura, Luis Gustavo Pereira, acredita que, em um dia sem divulgação de dados macroeconômicos relevantes, esse dado da China, em geral pouco observado pelo mercado, ganha maior amplitude e deve fazer o Ibovespa terminar o pregão no campo negativo.
Ontem, a Shibor - taxa de juro interbancário chinês - subiu 73 pontos-base para empréstimos. Essa alta sugere falta de liquidez no setor financeiro chinês e maior percepção de risco futuro por parte dos bancos que atuam no país.
Há pouco, o Ibovespa recuava 1,11%, a 55.832,54 pontos. No mercado futuro, o contrato com vencimento em dezembro, tinha queda de 1,43%, a 55.100 pontos. O volume da bolsa brasileira era de R$ 2,690 bilhões. "Os últimos dados da economia chinesa tem vindo positivos, apontando um ritmo estável de crescimento. A oscilação dos juros chama atenção, mas um viés mais negativo
com a China só deve se concretizar se os dados de indústrias, que saem hoje à noite, vierem abaixo das expectativas", diz Pereira. "O que temos por enquanto é um movimento de realização de lucro [venda de ações para ganhar com a alta dos papéis], um movimento de mercado, que reage a ausência de fatos
positivos e a cautela estimulada pelos dados chineses", explica.
Para o estrategista da Futura, a queda da bolsa pode se intensificar caso haja uma aceleração na desvalorização da OGX (OGXP3; -4,65%, a R$ 0,41) por conta da falta de novidades sobre a reestruturação da empresa. Por outro lado, um anúncio de aumento no preço dos combustíveis pode acelerar a alta das ações da Petrobras (PETR4; 0,48%, a R$ 18,64). "[O ministro da Fazenda,
Guido] Mantega está reunido com a Graça Foster [presidente da Petrobras] hoje. Acho difícil que seja anunciado algo, mas o mercado vai ficar de olho", diz Pereira.
Entre as ações mais negociadas, as da Vale (VALE5) recuavam 1,31%, a R$ 32,37, com giro de R$ 205,746 milhões, o maior da bolsa brasileira. O papel, bem como seus pares internacionais, são pressionado pela expectativa de anúncio de medidas de aperto econômico no mercado imobiliário.
Fonte: Agência CMA
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