quinta-feira, 23 de agosto de 2012

BM&FBOVESPA: Negociações na Grécia e PMI ruim da China desanimam investidor


  São Paulo, 23 de agosto de 2012 - As incertezas em torno da extensão do
prazo para que a Grécia cumpra as medidas de austeridade diminuem o apetite de

risco dos investidores no pregão de hoje. Ajudando o movimento de
desvalorização, a queda no índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em
inglês) sobre a atividade do setor industrial da China contribui para as perdas
nas ações de empresas exportadores, com destaque para a Vale, que recuava
mais de 1%, com o maior volume da BM&FBovespa.

   Para o analista da Socopa, Marcelo Varejão, "os mercados internacionais
devem operar atentos ao posicionamento da Alemanha em relação à Grécia, mas
a bolsa brasileira deve continuar mais impactada pelos sinais de retração na
economia chinesa". Há pouco, o Ibovespa recuava 1,12%, a 58.677 pontos. No
mercado futuro, o contrato do índice, com vencimento em outubro, caía 1,46%, a
 59.230 pontos.

   Entre as ações com maior liquidez, as preferenciais da Vale (VALE5;
-1,92%, a R$ 34,63, com volume de R$ 311,255 milhões), as preferenciais da
Petrobras (PETR4; -1,02%, a R$ 21,27, com giro de R$ 105,793 milhões) e as
preferenciais da Gerdau (GGBR4; -2,96%, a R$ 19, com volume de R$ 71,977
milhões) recuavam. As ações da OGX (OGXP3; 0,59%, a R$ 6,76, com giro de
R$ 77,794 milhões), em sentido contrário, subiam.

   Hoje, o PMI da China caiu para 47,8 pontos em agosto - menor leitura em nove
meses -, de 49,3 pontos em julho, segundo dados preliminares divulgados pelo
HSBC e pelo instituto de pesquisas Markit Economics. Leituras acima de 50 pontos
sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores indicam contração.
Para Varejão, "indicadores de retração na China contribuem para expectativa
de queda do preço do minério de ferro, o que prejudica empresas como Vale e
Gerdau".

   Hoje, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, se reune com
autoridades da eurozona nesta semana para tentar convencê-las a ampliar em dois
anos o prazo dado ao país para adequar o déficit fiscal às normas da União
Europeia (UE).

   Pela manhã, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, afirmou
durante entrevista a uma rádio do país que conceder mais tempo para o ajuste
fiscal na Grécia "não é a solução para os problemas" da região. Em
comentários feitos para a rádio Südwestrundfunk, Schauble disse que aumentar
o prazo do programa de ajuste fiscal do governo da Grécia exigiria mais
empréstimos ao país, o que poderia prejudicar a confiança do mercado na zona
do euro.

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