São Paulo, 27 de agosto de 2012 - A Espanha deve utilizar 60 bilhões de
euros, dos 100 bilhões de euros que lhe foram concedidos pela zona do euro em
junho, para recapitalizar seu sistema bancário, afirmou o ministro da Economia,
Luis de Guindos, ao periódico norte-americano "The New York Times".
Até o momento, o governo não quis comentar sobre quanto dos 100 bilhões
de euros pretende utilizar para aliviar os problemas dos bancos. Ele contratou
duas empresas de consultoria para analisar a situação.
Uma delas, a Oliver Wyman, deve entregar seu relatório final em meados de
setembro. Em junho, ela afirmou em um estudo preliminar que os bancos espanhóis
precisarão cerca de 62 bilhões de euros em capital extra. Perguntado sobre
isto, De Guindos disse: "Eu não acredito que será muito diferente".
Ele disse também que Madri pode assumir compromissos fiscais mais fortes se
o Banco Central Europeu (BCE) aliviar os custos dos empréstimos ao país,
através de compra de títulos soberanos.
De Guindos mostrou confiança em relação à proposta de compra de títulos
pelo BCE, apresentada pelo presidente Mario Draghi no começo do mês. Segundo
ele, as ações da autoridade monetária "vão reassegurar os mercados e serão
uma importante mão de ajuda".
"O governo espanhol aceita que a intervenção do BCE nos mercados
secundários não deve [ser motivo] de relaxar os esforços de consolidação
fiscal, e precisamos reassegurar ao BCE que iremos cumprir com os nossos
compromissos", disse.
Sobre a possibilidade de a Espanha pedir um resgate completo, o ministro da
Economia disse na entrevista que isto "é algo que está completamente
aberto".
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