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Galdi ressalta que as preocupações sobre o teto da dívida nos Estados Unidos aumentam a volatilidade dos mercados. O limite de endividamento dos Estados Unidos, de aproximadamente US$ 16,7 trilhões, foi atingido em maio e se não for elevado pode prejudicar o pagamento da dívida do país, visto que o
governo federal possui um desequilíbrio nas contas públicas e precisa tomar em média US$ 100 bilhões em empréstimos novos mensalmente para cumprir as obrigações financeiras.
O Tesouro norte-americano vem adotando medidas extraordinárias para administrar a falta de recursos, mas alertou recentemente que o espaço para este tipo de manobra termina no mês que vem. Se o teto da dívida não for elevado até lá, é possível que os Estados Unidos acabem adiando pagamentos relacionados a títulos soberanos e atrasem salários de funcionários públicos, o que teria um impacto negativo sobre a economia.
De acordo com o estrategista, consultado pela Agência CMA, investidores também aguardam novos dados da economia dos Estados Unidos para avaliar melhor a continuidade do programa de compras mensais de ativos pelo Fed. "A economia norte-americana tem estado no foco das atenções. Os indicadores que foram divulgados hoje vieram dentro do esperado, sem grandes surpresas. O mercado fica na expectativa das falas dos membros do Fed e dos próximos dados, vale lembrar que amanhã tem PIB [Produto Interno Bruto] dos Estados Unidos, um indicador que pode dar uma ideia melhor de como anda a recuperação da economia", diz.
Ontem, o presidente da regional do Federal em Nova York, William Dudley, afirmou que uma redução no ritmo de compras de ativos pelo Fed pode acontecer ainda neste ano, apesar da decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) na reunião da semana passada de não reduzir o ritmo das
compras de ativos.
De acordo com Galdi, a tendência para o mercado esta semana, sem notícias positivas é a de que investidores continuem realizando lucros, ou seja, vendendo papel por preço mais alto que o de compra. "Mesmo com a queda da última semana, a bolsa sobe 11% no mês, uma oportunidade para investidores
continuarem a realizar lucro", comenta.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operam próximo da estabilidade. O Dow Jones recuava 0,14%, aos 15.312,62 pontos, e o S&P 500 operava estável aos 1.697,56 pontos.
Na Europa, os principais índices do mercado acionário fecharam as negociações de hoje mistos e próximos da estabilidade, refletindo os receios dos investidores em relação aos problemas da dívida dos Estados Unidos, e também os dados positivos publicados hoje sobre a confiança do consumidor na
Alemanha e na Itália. O índice FTSE-100, da bolsa de Londres, caiu 0,30%, a 6.551,53 pontos. Em Frankfurt, o DAX-30 teve ligeira variação positiva de 0,01%, para 8.665,6 pontos, enquanto o CAC-40, de Paris, teve leve recuo de 0,01%, para 4.195,35 pontos.

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