Brasília, 6 de março de 2012 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
afirmou hoje que se a crise internacional não tivesse piorado, a economia
brasileira teria crescido em torno de 4% no ano passado. "Não contávamos com
o agravamento da crise internacional no segundo semestre do ano passado",
disse. Segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,7% em
2011.
Mantega afirmou que o governo implementou uma série de "desaceleradores"
na economia no ano passado em função do risco inflacionário, mas acredita que
o governo não exagerou nas medidas macroprudenciais, implantadas em dezembro
de 2010. "Foi uma política de controle da inflação", disse.
O ministro afirmou que a indústria foi o setor que mais sofreu com a crise
internacional, perdendo mercado para a concorrência que se torna cada vez mais
agressiva.
Ao comentar o resultado do PIB, Mantega destacou o crescimento da Formação
Bruta de Capital Fixo, de 4,7%, e da demanda das famílias, de 4,1%. O ministro
também chamou a atenção para a diminuição do consumo do setor público em
relação a 2010.
O ministro ressaltou que a economia começou aquecida em 2012, carregando a
retomada vista em novembro e dezembro do ano passado. A previsão do governo é
que o Produto Interno Bruto (PIB) deva acelerar mais no segundo semestre do ano,
crescendo próximo a 5% neste período.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Educação Financeira com disciplina e inteligência.