quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PERSPECTIVA: Dados da China e dos Estados Unidos devem influenciar Ibovespa


   São Paulo, 9 de agosto de 2012 - Os indicadores da China e dos Estados

Unidos devem guiar o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, no pregão
desta quinta-feira. Há pouco, o contrato do índice com vencimento no mês de
agosto caía 0,65%, aos 58.450 pontos, apontando para uma tendência em baixa.

   Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole, já destacava
ao final do fechamento do pregão de ontem a importância dos dados chineses
para o Ibovespa. "Esses dados são muito importantes para a bolsa brasileira,
devendo influenciar o pregão de amanhã, assim como os dados de pedido de
seguro desemprego nos Estados Unidos que sempre podem surpreender e mexer com o
mercado", disse.

   A produção industrial da China aumentou 9,2% em julho na comparação com
o mesmo mês do ano passado e subiu 0,66% em relação a junho, segundo dados
divulgados pelo departamento de estatísticas do país. De janeiro a julho, a
alta foi de 10,3% em relação a igual período de 2011. Em junho, a produção
industrial da China havia crescido 9,5% em termos anuais e 0,76% em base de
comparação mensal. O crescimento veio abaixo das expectativas do mercado, que
esperava uma alta de 9,7% na comparação entre julho de 2012 e 2011.

   O índice de preços ao consumidor da China subiu 1,8% em julho na
comparação com igual período do ano passado e avançou 0,1% ante junho,
segundo dados divulgados pelo departamento nacional de estatísticas (NBS, na
sigla em inglês). De janeiro a julho, o indicador acumulou alta de 3,1% em
relação a igual intervalo de 2011.

   O índice de preços ao produtor da China caiu 2,9% em julho na comparação
com igual período do ano passado e encolheu 0,8% ante junho, segundo dados
divulgados pelo departamento nacional de estatísticas (NBS, na sigla em
inglês). De janeiro a julho, o indicador acumulou queda de 1,0% em relação a
igual intervalo de 2011.

   Os dados norte-americanos citados por Caramaschi foram divulgados às 9h30
pelo Departamento do Trabalho. O número de novos pedidos de seguro-desemprego
nos Estados Unidos caiu em 6 mil na semana encerrada no dia 4 de agosto, para
361 mil, após ter registrado 367 mil na semana anterior, de acordo com número
revisado. Analistas esperavam que o número de novos pedidos fosse de 375 mil.
   
   No mercado interno, podem continuar impulsionando as ações da Petrobras -
uma das mais liquidas e com maiores participações do Ibovepa - os rumores de
que o ministro Guido Mantega já teria autorizado um novo reajuste no preço dos
combustíveis. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) valorizaram 4,59%
no pregão de ontem, a R$ 21,18, e as ordinárias (PETR3) subiram 4,42%, a R$
22,14.

   O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão também afirmou ontem que não
existe outra alternativa para salvar a Petrobras senão um reajuste no preço
dos combustíveis. A companhia obteve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no trimestre.

   Entre os principais resultados corporativos divulgados ontem que podem
influenciar o movimento do mercado de ações brasileiro neste pregão,
destacam-se os da produtora de açúcar e etanol Cosan, da empreendedora de
shopping centers e o da fabricante de implementos rodoviários Randon.

   A produtora de açúcar e etanol Cosan reportou prejuízo líquido ajustado
de R$ 17,1 milhões no primeiro trimestre fiscal da safra 2012/13. No mesmo
período do ano passado, a companhia reportou lucro de R$ 167,5 milhões.

   A Multiplan encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido
ajustado de R$ 76,2 milhões, alta de 15,7% em relação ao mesmo período do
ano passado, quando a companhia havia lucrado R$ 65,8 milhões. No primeiro
semestre do ano, o resultado registrou crescimento de 41,8%, para R$ 219,2
milhões.

   A Randon contabilizou prejuízo líquido de R$ 4,725 milhões no segundo
trimestre do ano, revertendo o lucro de R$ 89,191 milhões no mesmo período de
2011. A companhia revisou para baixo suas estimativas para este ano,
justificando que os números anteriores foram elaborados com base em um panorama
de maior expansão da economia brasileira. Com a revisão, a projeção para
receita bruta total neste ano caiu 16,4%, de R$ 6,1 bilhões para R$ 5,1
bilhões, e a para receita líquida caiu 16,6%, passando de R$ 4,2 bilhões para
R$ 3,5 bilhões. A estimativa para as exportações recuou 15,5%, de R$ 330
milhões para R$ 280 milhões, e a para as importações diminuiu 33,3%, de R$
150 milhões para R$ 100 milhões. A projeção para os investimentos ao longo
deste ano também caiu, de R$ 400 milhões pra R$ 230 milhões, retração de
42,5%.
   

    Mercados Internacionais
       
   Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em campos opostos
nesta manhã. O S&P 500, com vencimento em setembro, caía 0,21%, aos 1.395,20
pontos, o Nasdaq 100, com vencimento também para setembro, operava em alta de
0,15%, aos 2.711,00 pontos, e o Dow Jones, com vencimento para o mesmo mês
tinha elevação de 0,07%, aos 13.130,00 pontos.
       
   Na Europa, as principais bolsas operam em campos opostos. O CAC-40, de
Paris, tinha baixas de 0,29%, aos 3.428,25 pontos, e o DAX, de Frankfurt,
apresentava perdas de 0,74%, aos 6.914,30 pontos. O FTSE 100, principal índice
da bolsa de Londres, tinha leve alta de 0,02%, aos 5.846,49 pontos.
   
   No Japão, o índice Nikkei-225, da bolsa de Tóquio, fechou com avanço de
1,10%, a 8.978,60 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI, de Seul, subiu 1,96%, para
1.940,59 pontos. Na China, o Xangai composto fechou em alta de 0,61%, a 2.174,10
 pontos, enquanto o índice Hang Seng subia 1,02%, para 20.269,47 pontos.
   
    Petróleo
       
   Entre os contratos de petróleo, o WTI, com vencimento para setembro,
negociado em Nova York, operava em alta de 0,20%, a R$ 93,54, o barril. Em
Londres, o Brent para o mesmo mês, ganhava 0,14%, a US$ 112,30.
   
       
    Câmbio
       
   O dólar comercial operava em alta de 0,24%, a R$ 2,0270. O contrato futuro,
 com vencimento em setembro, avançava 0,19%, a R$ 2.035,000.
       
   
    Juros
       
   Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram o pregão na
BM&FBovespa em queda. O contrato mais líquido era o com vencimento em janeiro
de 2013, a taxa de juros passava de 7,28% para 7,26%.

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