SÃO PAULO - Mais uma vez, a OGX Petróleo (OGXP3) apresentou um prejuízo bilionário ao mercado. Depois de uma perda de cerca de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, foi a vez da petrolífera de Eike mostrar um rombo de R$ 4,72 bilhões em seu balanço - o maior da história. Assim, o prejuízo de 2013 já alcançou os R$ 5,8 bilhões.
A companhia desistiu de três campos, Tubarão Areia, Tubarão Gato e Tubarão Tigre, além de realizar uma provisão para perda de investimentos no Tubarão Azul - totalizando uma baixa de R$ 3,6 bilhões. Além disso, houve uma baixa de R$ 491 milhões relativos a poços secos e subcomerciais que foram devolvidos à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Além disso, houve impacto cambial e uma compensação paga à OSX Brasil (OSXB3).
Futuro é incerto
O importante para a OGX, na avaliação da Planner, é a posição de caixa da companhia - já que os resultados desapontantes já eram esperados pelo mercado, mas a posição de caixa, importante para a continuidade da companhia, não era conhecida. Embora a OGX ainda tenha, em teoria, o poder de reforçar o caixa em US$ 1 bilhão por conta da put concedida por Eike, cresce a descrença por parte do mercado de que ele não cumprirá com sua obrigação.
O importante para a OGX, na avaliação da Planner, é a posição de caixa da companhia - já que os resultados desapontantes já eram esperados pelo mercado, mas a posição de caixa, importante para a continuidade da companhia, não era conhecida. Embora a OGX ainda tenha, em teoria, o poder de reforçar o caixa em US$ 1 bilhão por conta da put concedida por Eike, cresce a descrença por parte do mercado de que ele não cumprirá com sua obrigação.
"Esse é um ponto sempre de preocupação. A empresa terminou o trimestre com caixa US$ 326 milhões, queda de 72% em relação ao encerramento 1º trimestre", afirma. A Planner insiste que não consegue realizar uma projeção para a companhia - por não ter bases razoáveis para fazer projeções sobre a empresa.
Já a analista Carolina Flesch, do BBInvestimentos, ressalta que o futuro da companhia está nas mãos de duas entidades: a ANP e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), em referência a negociação com a malaia Petronas. "Com a parceria autorizada, a OGX deve receber US$ 250 milhões e mais 40% dos gastos incorridos com o desenvolvimento do Campo de Tubarão Martelo desde 1º de maio", afirma a analista - o que pode ser favorável para a companhia.
Fonte: Infomoney
Fonte: Infomoney
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