No dia em que a agência Fitch rebaixou a nota da petrolífera OGX, surgiram também notícias na Ásia de que a companhia chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco) teria desistido do projeto de construir no futuro Porto do Açu (São João da Barra, litoral norte do Rio) uma siderúrgica orçada em US$ 5 bilhões. O empresário desmentiu a informação em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
"Eles (a Wisco) desmentiram a notícia", afirmou Eike Batista. "Não cabe a mim responder por eles, mas eles desmentiram. Isso não está correto." Embora o empresário tenha garantido a posição do parceiro, a siderúrgica não havia se pronunciado oficialmente sobre a questão até o fechamento desta edição.
As informações a respeito da suposta desistência da gigante Wisco foram noticiadas pelo jornal econômico 21st Century Business Herald. Segundo a publicação, a empresa resolveu deixar o projeto em razão dos altos custos logísticos, especialmente a necessidade de construção de uma ferrovia. Eike Batista, mais uma vez, rebateu as informações: "Não tem nada a ver. (A ferrovia) não faz parte do acordo. Nunca fez."
Dificuldades
No entanto, a entrada definitiva da Wisco depende de uma definição da OGX sobre a quantidade de gás disponível para a siderúrgica. Eike revelou em entrevista, há três meses, que o andamento dos projetos de aço previstos para o Açu estaria vinculado a esse acerto.
Os entendimentos entre os possíveis parceiros não têm avançado, apesar do desmentido do empresário. O acordo de cooperação, fechado em novembro de 2009, previa que as empresas já estariam prontas para iniciar a construção da planta até 31 de maio de 2010. Até agora, porém, isso não ocorreu.
O empresário também usou o Twitter para espalhar o desmentido sobre a desistência da Wisco. Em resposta a um comentário irônico de um usuário, ele escreveu: "Mentira tolinho! Eles já negaram a notícia! Se informe melhor", escreveu Eike em resposta à seguinte mensagem: "Chineses desistem de siderúrgica em parceria com empresa de Eike Batista / Ninguém acredita mais nesse mané."
O chamado "inferno astral" de Eike, que em dois dias da semana passada viu as ações da OGX perderem 40% do valor, teve ontem um novo capítulo, com o rebaixamento da petroleira pela agência classificadora de risco Fitch. A classificação da empresa de Eike caiu de B+ para B. A ação da OGX, após alta no dia anterior, voltou a ser castigada, com queda de 2,69% na Bovespa.
"O S&P ontem (anteontem) não rebaixou. Cada uma dessas agências tem o seu viés. (Não vejo) como nada... A companhia tem o caixa necessário e vai colocar as coisas em produção. Caixa e bilhões de (litros de) petróleo descobertos", disse. Outra agência, a Moody's, reduziu a perspectiva da nota da OGX. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Irany Tereza, Glauber Gonçalves e Sergio Torres)
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